Monolito e Microsserviços: O Outro Lado da Tecnologia de Serviços Financeiros

Meados da década de 2010 testemunharam alguns sucessos tecnológicos incríveis, especialmente no mundo de serviços financeirosA disrupção das FinTechs, combinada com a expansão da adoção da nuvem, gerou uma onda de entusiasmo no setor. Essa mudança impulsionou o crescimento dos microsserviços, com componentes Agile e independentes substituindo os antigos sistemas monolíticos. Atualmente, os microsserviços são cada vez mais comuns em serviços financeiros, mesmo que seu uso ainda não esteja totalmente consolidado.

Resumidamente, microsserviços são uma arquitetura de software moderna que substitui grandes sistemas complexos por serviços independentes menores que se comunicam entre si. São como um time de futebol americano. Assim como cada jogador tem sua posição e função que, quando executadas perfeitamente, ajudam o ataque a avançar, os microsserviços também desempenham suas funções para criar um processo unificado.

Parece uma forma perfeita de desenvolver aplicações web e mobile, e talvez fosse, não fosse pelos sistemas legados monolíticos que tantas organizações ainda utilizam. Eles são complexos, interconectados e lentos, muitas vezes tão intrincados que a adoção de microsserviços parece impossível.

Esse não é o único desafio, é claro, então vamos analisá-lo com mais detalhes.

A Migração de Microsserviços para o Setor Financeiro

Muitos bancos utilizam sistemas legados como minha avó costurava uma colcha. Eles construíram seus sistemas sob medida anos atrás e só agora estão começando a se aventurar no mundo dos microsserviços. Foram atraídos, sem dúvida, pela promessa de maior agilidade e inovação. A transição, no entanto, é mais complexa, como veremos em breve.

  • Ferramentas em Excesso: As ferramentas especializadas usadas no sistema atual podem não se integrar bem com a nova arquitetura de microsserviços. Seria como tentar integrar um toca-discos com um sistema de som B&O Beosystem 72-22. Esses conflitos podem levar a ineficiências e atrasos, e podem até mesmo prejudicar todo o processo de migração.
  • Nuvens Confusas: A busca pelo ambiente de nuvem ideal exige uma pesquisa aparentemente interminável. Cada opção tem seus pontos fortes e fracos. Além disso, há o desafio de escolher um contêiner. Tudo isso requer planejamento e orientação cuidadosos.
  • Corrida para Padronizar: Sistemas legados são confortáveis ​​e familiares, enquanto microsserviços exigem práticas e protocolos padronizados. O desafio é adotar novos processos e sistemas, mantendo a equipe engajada e produtiva. Haverá uma curva de aprendizado.

Navegando pelo Labirinto da Migração

Migrar um sistema legado para microsserviços pode ser como tentar resolver um quebra-cabeça em meio a um tornado. Claro, você pode ter todas as peças, mas elas estarão espalhadas por todos os lados.

Algumas estratégias podem ajudar a lidar com essa transição complexa:

  1. Migre gradualmente: Uma abordagem faseada, que integre a migração gradualmente, minimizará as interrupções e permitirá que a equipe se adapte ao longo do processo, garantindo uma transição tranquila.
  2. Mantenha-se independente da nuvem: Não se prenda a um único provedor de nuvem. Ferramentas independentes de nuvem são adaptáveis ​​e permitem que as equipes alternem entre provedores conforme suas necessidades evoluem. É uma solução flexível que mantém a organização no controle.
  3. Contêineres consistentes: A padronização é a chave no mundo dos microsserviços. Usar uma ferramenta como o Docker ajuda a empacotar seus microsserviços e implantá-los em qualquer ambiente de nuvem.
  4. Comunicação Simplificada: Os gateways de API atuam como pontos de entrada para proteger e agilizar a comunicação entre serviços. As malhas de serviço (Service Meshes) fornecem roteamento e governança para garantir interações fluidas e um ecossistema de microsserviços funcionando sem problemas.
  5. Use o que lhe é familiar: A melhor opção aqui é integrar as ferramentas existentes do sistema legado à nova arquitetura. Isso ajuda as organizações a aproveitar as ferramentas e os investimentos em tecnologia já realizados, ao mesmo tempo que acelera a migração e aumenta a eficiência.

Como as maiores instituições financeiras migram

Pode ser natural sentir-se um pouco perdido ao modernizar um sistema financeiro complexo. No entanto, muitos estão conseguindo. Aqui estão alguns exemplos de bancos que enfrentaram desafios semelhantes e obtiveram sucesso.

  • JP Morgan: A JP Morgan empregou microsserviços em seus aplicativos internos, como seu sistema crítico de detecção de fraudes e o chatbot voltado para o cliente. Isso foi possível graças a uma abordagem multicloud, que proporcionou a flexibilidade necessária sem a dependência de um único provedor de nuvem. A empresa então concentrou seus esforços nos desenvolvedores para garantir uma transição tranquila. Isso permitiu que a JP Morgan dividisse seu sistema legado de detecção de fraudes em serviços menores, possibilitando a detecção de ameaças e uma resposta mais rápida. Por fim, o uso de microsserviços no chatbot permitiu que o sistema acessasse e processasse informações de diferentes sistemas internos. A JP Morgan demonstra como agiliza e inova seus sistemas financeiros mais críticos com microsserviços.
  • Barclay's: O banco britânico utiliza microsserviços em sua plataforma de pagamentos e sistema de gestão de patrimônio. Isso é feito de duas maneiras. Primeiro, eles dividiram seus sistemas monolíticos em equipes especializadas focadas em tarefas específicas. Isso lhes permite desenvolver mais rapidamente e escalar os serviços de acordo com a demanda. O segundo aspecto de sua jornada rumo aos microsserviços é a utilização de práticas de CI/CD para automatizar os testes de código, a integração e a implantação. Com isso, eles conseguem lançar atualizações no mercado mais rapidamente e com maior escalabilidade.

Fazendo a jornada

Para as instituições financeiras, migrar de um sistema monolítico para uma arquitetura de microsserviços é um desafio. Esses sistemas legados representam o principal obstáculo que essas organizações precisam superar. No entanto, os benefícios que elas obterão em termos de maior agilidade, escalabilidade e inovação são inegáveis. Adotar uma abordagem gradual, que utilize ferramentas independentes de nuvem e contêineres padronizados, além de integração com ferramentas já conhecidas, ajuda as organizações do setor financeiro a lidar com as complexidades da transição.

JP Morgan e Barclays são dois exemplos de como a adoção de microsserviços no setor de serviços financeiros é viável e vantajosa. Utilizar esses exemplos pode ajudar as instituições financeiras a se posicionarem como líderes em tecnologia e a promoverem a melhoria contínua em suas empresas.

A jornada rumo aos microsserviços começa com um pequeno passo. Planejamento cuidadoso, execução impecável e um compromisso com o aprendizado contínuo permitem que as instituições financeiras explorem o potencial dos microsserviços e transformem suas organizações.

 

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