Gestão do Fluxo de Valor e o Metrô de Nova York

Última atualização: 01º de novembro de 2021 — Caio Bailoni, Engenheiro de Vendas

Caio Bailoni, Engenheiro de Vendas da Digital.ai, conta a história de como uma parada de trem perdida o levou a perceber que a gestão do fluxo de valor é frequentemente mal compreendida entre as equipes de negócios e engenharia dentro de uma organização, e como alcançar melhor valor.

Aqui estou eu, no verão de 2011, na cidade de Nova Iorque. Depois de algumas semanas curtindo o sol e a areia da Flórida, estava animado para finalmente chegar a Nova Iorque, a selva de pedra.

Crescendo em São Paulo, Brasil, sempre achei justo considerar essas duas cidades como uma só. As semelhanças pareciam infinitas: ambas têm muito trânsito, os horizontes são repletos de prédios e nenhuma das duas parece descansar.

Mas eu estava enganado, Nova York é única! É linda, louca, organizada, grande e compacta ao mesmo tempo, e claro, é a cidade mais famosa do mundo.

Mas vamos direto ao ponto, certo?

Tudo pode mudar em um instante.

A cidade de Nova York possui um dos sistemas de metrô mais eficientes, embora complexos, do mundo. É fascinante simplesmente andar nesses trens e entender o mapa do sistema.

A maneira mais fácil de explicar é dizer que você pode ir a qualquer lugar, a qualquer hora, usando o metrô em Nova York.

Minha primeira vez usando o metrô foi ao mesmo tempo assustadora e engraçada. Eu estava hospedada no Queens e queria ir ao Central Park. Esse senso básico de direção era todo o conhecimento que eu tinha da geografia da cidade. Então, abri o GPS do meu celular e encontrei a estação de trem mais próxima: Forest Avenue, na linha laranja. Olhando o mapa, vi que a estação mais próxima do Central Park era a da Rua 57 e, com meu conhecimento limitado do metrô, achei que precisaria pegar o trem por apenas 11 ou 12 estações.

Sem problemas, né?

Então, entrei no trem. Apesar da vontade de observar as pessoas, estava determinado a me concentrar nos nomes das estações e as contei conforme chegavam e partiam. Mas, como acontece na vida, minha atenção se desviou, e os nomes das estações começaram a se misturar e perderam o sentido. Claro, eu também não tinha sinal de celular para conferir o GPS. Resumindo, acabei em Brighton Beach. Engraçado, porque eu não sabia que havia uma praia em Nova York.

Brincadeiras à parte, aproveitei meu dia na praia e voltei para casa com a missão de dominar o metrô. A moral da história é: pesquise antes de viajar e aprenda bem o sistema de metrô, começando por evitar todos os erros que cometi na minha jornada.

Alguns erros foram cometidos

Após analisar melhor o mapa do metrô e pedir informações a alguns moradores locais, aprendi alguns princípios básicos do sistema de metrô e descobri o erro que cometi e porquê.

  1. Eu não sabia a diferença entre as faixas expressas e as faixas locais.
  2. Presumi que as linhas de metrô fossem definidas por cores.
  3. Ingenuamente, decidi que não precisava pedir esclarecimentos ou confirmar meu trajeto com outras pessoas mais experientes do que eu, porque achei que meu GPS seria suficiente.
  4. Me distraí com a agitação do metrô e perdi o foco, o que me fez não perceber que estava indo na direção errada.

A lição que aprendi na minha excursão a Nova Iorque levou-me a refletir sobre a Gestão do Fluxo de Valor (VSM). Quantas vezes você, sua equipe e sua organização já sofreram com alguns ou todos esses erros?

Tudo pode acontecer em um instante.

Quantas vezes você já se deparou com problemas de capacidade do projeto, atrasos nas entregas, falta de qualidade e nenhuma visibilidade, desde a área de negócios até a engenharia, de todo o processo, o que impedia a transparência?

Falamos muito sobre transformação digital, processos enxutos, portfólios escaláveis ​​e DevOpsInfelizmente, muitas vezes dependemos dessas unidades ou fases individualmente. Isso resulta em um trabalho bem feito no lado comercial em relação à gestão de portfólio, mas carece de alinhamento com uma execução bem-sucedida. Os resultados são os mesmos quando a situação se inverte: a TI está totalmente integrada e automatizada, mas carece de transparência. É fundamental lembrar que as organizações desejam que o valor flua por esses canais.

Essas questões organizacionais abrangentes são semelhantes ao meu incidente no metrô: sem uma compreensão completa da unidade como um todo, o conhecimento de uma pequena parte é inútil.

Na minha experiência, vi diversas organizações presumirem estar em boa situação simplesmente porque a gestão de projetos está integrada aos seus fluxos de trabalho. Mas, ao analisarmos mais a fundo e começarmos a fazer as perguntas certas, essas organizações concluem que, apesar da plena integração, falta alinhamento com os objetivos de negócio. Como resultado, elas acabam atrasando seus projetos prioritários, pulando etapas nos projetos locais e atrasando seus processos, o que faz com que outros percam o foco e o comprometimento.

Vamos reavaliar meus erros no metrô, desta vez agregando valor ao negócio por meio do Mapeamento do Fluxo de Valor (VSM).

Nova York nunca é um erro, mas você ainda pode cometê-los.

Pergunta 1: Como posso saber o que está acontecendo e quais são as diferenças?

Responda: É fundamental permitir que uma organização tenha uma compreensão completa de seu portfólio, desde os negócios até a engenharia, bem como da ideia à execução.

Pergunta 2: Como posso evitar tirar conclusões precipitadas?

Responda: Transparência e rastreabilidade devem ser abundantes em cada processo, utilizando ferramentas que agreguem valor em cada etapa, desde pessoas e processos até a orquestração de tecnologia.

Pergunta 3: Como posso ter certeza de que estou no caminho certo?

Responda: Contar com um data lake valioso e confiável proporcionará à sua organização relatórios analíticos completos que aprimorarão sua estratégia geral.

Pergunta 4: Como posso evitar me distrair com mudanças nos negócios e outros problemas?

Responda: Equipes que trabalham em sincronia resultam em metas e responsabilidades corporativas claras, o que, em última análise, leva os indivíduos a terem o melhor desempenho, bem como a plataformas que suportam qualquer tecnologia, permitindo uma orquestração de negócios inteligente e alinhada ao portfólio de negócios.

Esses problemas com a VSM, todos eles desapareceram.

Se eu tivesse realizado minha viagem de metrô de maneira semelhante à forma como abordo o trajeto, teria sido diferente. métricas de fluxoSe não fosse por isso, teria sido mais tranquilo.

É exatamente assim que abordamos a Gestão do Fluxo de Valor, por meio de uma plataforma flexível e confiável, que ao mesmo tempo faz a ponte entre as áreas de negócios e de TI.

O Mapeamento do Fluxo de Valor (VSM) é muito mais do que uma ferramenta. É uma cultura, uma mudança, uma tendência que comprovadamente é altamente eficaz quando utilizada corretamente. Mas não existe uma solução única; cada organização precisa ser tratada de forma diferente, pois cada uma é única, como as diferentes linhas do metrô de Nova York.

Espero que tenha gostado da leitura e lembre-se: não se distraia muito, senão você pode acabar no lugar errado.

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